Recebi mais este texto por e-mail e compartilho com vocês: A IMPORTÂNCIA DO "SER", que não é e nunca será pelo "TER" ou "FAZER". E no final, como sabemos, tudo se resume no AMOR.
Muito legal!
A GUERRA DOS VERBOS O "ser", o "ter" e o "fazer"! Talvez esses três verbos resumam a luta intensa do ser humano durante toda a sua existência em busca de uma resposta para as três perguntas que clamam por resposta em seu coração: "De onde vim? Por que vim? Pra onde vou?"; Ou seja, qual o significado da vida? Aquele que "É", (“...EU SOU O QUE SOU...” Ex.3:14), nos deixa claro que o propósito de nossa criação é o "ser"; (“...nos predestinou para serem conforme à imagem de seu Filho...” Rm.8:29). Mas isto só é possível Nele, que “É”; pois o seu Filho Jesus ao encarnar veio manifestar o que é o "ser" (“...o Filho é o resplendor da sua glória e a expressa imagem da Sua pessoa"...Hb.1:3), e ainda noutro lugar de Jesus é testificado (“...Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis...” Cl.1:15,16). A grande desgraça da humanidade foi cair na sedutora proposta daquela serpente em querer "ser" o que não "é" (“...e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal...”), desejo este, já manifestado no seu coração, quando essa víbora ainda era um "querubim da guarda”(“...Tu eras querubim da guarda...” Ez.28:14; “...Tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono...subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao altíssimo". Is.14:13,14). No coração do "querubim da guarda", a “antiga serpente”, brotou o desejo de "ser o que não é" ou de "não ser o que é", no qual o homem também manifestou este desejo, a criatura querendo ser o criador (“...mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram a criatura em lugar do Criador...” Rm.1:25), isso se chamaria ORGULHO ou VAIDADE. E nesse desejo nasceria o abismo entre a criação e o criador, o PECADO. Nasceria também o título dessa reflexão, pois não mais podendo "ser", o homem buscaria no "ter" e no "fazer", o propósito para sua existência. (“Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.” Gn.3:7) E tão sutil é essa guerra que se pode tentar "ser" usando o "Ser", para "ser", que na verdade são "ter" e "fazer": (“...Senhor, não profetizamos em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos milagres?"Mt.7:23; "...ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos... e ainda que tivesse o dom de profecia...e tivesse toda a fé...e distribuísse toda minha riqueza...e entregasse meu corpo para ser queimado...se não tiver amor, nada serei." ICor.13:1-3). O “ter” e o “fazer” não podem trazer o “ser”, ainda que esse “fazer” seja “pra Deus”, como vimos acima. E o “ser” não necessariamente traz o “ter”, porque: (“O reino de Deus não vem com aparência exterior...porque o reino de Deus está entre vós.”; e “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rm.14:17). Obras, só tem valor para Deus se feitas por fé, mas fé é uma reação e não uma ação, a fé que vem da revelação “Rhema” e não da escrita “logos”. A fé “rhema” é o critério de Deus. (“Creu Abraão... e isso lhe foi imputado como justiça... àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida...Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Rm.4:3-5). O problema que só pregamos a justificação pela fé quanto a salvação, mas esquecemos que é pela mesma fé que também devemos crescer e que seremos galardoados. (“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele...” Cl.2:6) O propósito de ser está no "Ser", e se “Deus é amor”, o "Ser" está no Amor, e para Amar tem que ser livre; a liberdade está em ser humilde, e a humildade está em ser simples; a simplicidade está em sercomo uma criança. (“...se não vos converterdes e não vos tornardes como esta crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus".Mt.18:3). E esse caminho de nos tornar semelhante ao "cordeiro de Deus" (“Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca” At.8:32), só o Espírito Santo pode operar esse milagre de “ser” Nele.(“...porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado". Rm.5:5). Gostaria de encerrar essa breve reflexão com as palavras de uma grande serva de Deus nascida no século XIX, Jessie Penn Lewis: “O mais elevado propósito de Deus no crente não é fazer dele um instrumento poderosamente útil, mas sim produzir nele a mais plena manifestação de Cristo Jesus em cada aspecto do Seu caráter.” por Renato Montuani |

